Entenda as relações de Idade, atividade física e lesões.

13 Nov
Nos dias atuais,onde é cada vez mais frequente a pratica do desporto e em todas as idades, onde estamos observando dessa forma que população de indivíduos com idades de 50/60/70 e mesmo 80 ou + anos vem iniciando ou mantendo essas atividades e vem trazendo consigo as consequências das praticas inadequadas que são as lesões e também a forma de recuperação das mesmas.
 
O que nos chama a atenção é a tendencia de alguns profissionais que atuam nessa área do esporte , seja na quantificação de programas físicos para esses praticantes bem como na recuperação de lesões que vão ocorrendo,onde é tentado “colocar” esses vários “esportistas” em perfis físicos baseados em grupos etários específicos e assim se estabelecer um modelo de treinamento por idade sendo que isto também ocorre quando fala-se em reabilitação quando ocorrem as lesões.
 
Ora, isso é um equivoco e que pode representar isso um desestimulo ao esporte para muitos desses “novos esportistas +velhos” seja pela imposição de exercícios pesados demais ou fracos demais para um determinado perfil físico ou impor um padrão de reabilitação muito aquém ou alem do que se pode alcançar para algumas lesões.
 
Lesões que ocorrem no muculos e ligamentos nos afetam com muito maior frequência do que se pode imaginar quando esses limites individuais são ultrapassados e sua manifestação no corpo pode ser ,no inicio, ténue.
Um outro dado importante para a ocorrência dessas lesões esqueléticas comparativamente àquelas do sistema cardiorrespiratório é que estas últimas têm parâmetros de limites físicos para o esporte bem definidos e expressos em números (FC máxima,VO2 máximo,etc.) ou seja, são valores “numeráveis” onde a violação dos mesmos na pratica esportiva pode acarretar sérios problemas quase que de imediatos inclusive riscos de vida para o praticante.
 
No entanto, apesar de os limites músculo-esqueléticos não terem parâmetros definidos ou valores “numeráveis”, a ocorrência de lesões nesse sistema por praticas incorretas é ,na pratica,muito mais desastrosa pois sua ocorrência é insidiosa, surda, lenta, pouco relatada no esporte amador ou recreativo, tem frequência alta e muito mais comum do que se imagina, afetando muito mais pessoas num “pool” geral de esportistas de todos os níveis que os eventuais problemas cardiocirculatorios.
 
Dessa forma, estabelecer parâmetros individualizados baseados em perfis físicos (e não etários) pode e deve ser a melhor forma tanto para se iniciar e avançar na pratica esportiva como no momento de se recuperar praticantes que eventualmente tenham sofrido lesões decorrentes de praticas incorretas. 
 
É bastante comum hoje encontrarmos indivíduos com 40/50 anos com perfil físico do ponto de vista musculoesquelético bem inferior ao de um individuo com 60 ou mais anos.
 
Temos sempre que lembrar que músculos,ligamentos , articulações não nos avisam que estamos “ passando do ponto” e sim que “já passamos” ou seja a dor ou inchaços passam a ocorrer quando já sofremos violação silenciosa de nossa estrutura física.
 
Assim, para a pratica ou a introdução do esporte, esta deve ser individualizada, não por idade , onde se tateiam respostas motoras , que podem ser lentas,mas se progride sempre baseados em perfis individuais. Na reabilitação de lesões ocorridas nesses indivíduos de décadas maiores , esses padrões também devem ser individualizados, nunca etários ,pois as respostas a tratamento para mesmas doenças em grupos etários bem distintos,podem ser surpreendentes no tempo de resposta aos mesmos quando não consideramos essa individualização.

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